Bio

Curruíra é o mapa do meu país
Mapa-história
Cartografia cantada de saudade e raiz
um sobrevôo por minhas paisagens sonoras

Joana Garfunkel trabalha desde 2005 com música e literatura. Estudiosa e grande conhecedora da obra de Guimarães Rosa fundou em 2006, ao lado do pai, Jean Garfunkel, o duo musical Canto Livro, em que mescla as duas artes, suas grandes paixões. Desde então, apresentam shows calcados em obras de grandes autores nacionais e estrangeiros para a sensibilização e incentivo à leitura.

Em 2016 lança seu primeiro CD, Curruíra, com produção artística de Swami Jr. O CD traz 13 faixas, com canções de Tavinho Moura, Fernando Brant, Chico Buarque, Jean Garfunkel, Chico César, Caetano Veloso, Haroldo de Campos, Fito Paes, Edu Lobo e muitos outros. Em sua trajetória musical se apresentou ao lado de artistas como Tavinho Moura, Natan Marques, Grupo Miguilins, Emiliano Castro, entre outros.

 

CURRUÍRA

Curruíra é o primeiro CD de Joana Garfunkel. Com produção Swami Jr., o registro reverencia o passado e aponta para o futuro questionando as origens da canção brasileira. A paulistana Joana chega madura ao mercado fonográfico depois de dez anos dividindo o palco e os microfones em apresentações lítero-musicais ao lado do pai, Jean Garfunkel, no projeto Canto Livro.

Gravado em São Paulo entre outubro de 2015 e janeiro de 2016, o projeto gráfico é assinado por Teresa Maita e o CD tem distribuição pela Tratore. Swami Jr., Sylvinho Mazzucca Jr, Sergio Reze, Leo Mendes, Pepe Cisneros e Thadeu Romano tocam na maioria das faixas e gravaram tocando juntos, ao vivo, em estúdio. O CD tem a participação de Emiliano Castro, Jean Garfunkel, Ronen Altman, Sizão Machado, Pichu Borelli, Pratinha Saraiva e Paulo Garfunkel (recitando um poema autoral).

Não à toa, os versos (de autoria de Leo Maslíah em versão de Carlos Sandroni) “Olham para o céu esses poetas, poetas, poetas / Como se fossem lunetas, lunetas, lunáticas / Lançadas ao espaço e ao mundo inteiro, inteiro, inteiro…” – já cantados por Milton Nascimento no CD Tambores de Minas – são da faixa que abre o disco. Joana descobriu na paixão pela literatura o desejo de ser cantora. “Sou como dois rios que vão para mar: a música e a literatura”, se define.

As 18 faixas, todas com arranjos de Swami Jr., carregam uma metalinguagem da poesia e da canção que constrói as paisagens sonoras da música brasileira. Quatro poemas recheiam o CD e evidenciam o cuidado com a palavra. Dividido em três blocos: o sertão, o litoral e as origens ancestrais, o repertório traz uma mensagem política em uma perspectiva do Brasil pulsante nas cores e na riqueza cultural.

Um repertório telúrico, fonte de inspiração e das influências da cantora. “A literatura possibilita essa transcendência, permite viajar para o Brasil inteiro. Eu conheci o sertão pelas obras de Guimarães Rosa, o meu país por Jorge Amado e tantos outros autores e lugares. É uma experiência mítica. Um poder que nos transporta no tempo e no espaço. Quando eu canto uma música, eu conto uma história”, profere Joana.